sexta-feira, 28 de março de 2008

terça-feira, 25 de março de 2008

segunda-feira, 24 de março de 2008

PRINCESA LILLITH



Princesa Lillith
Ao contrário do que se acredita, a primeira mulher no jardim do Éden não foi Eva. A primeira mulher criada por Deus foi Lilith, uma mulher cheia de beleza e capacidade para desfrutar de sua sexualidade.

Era feita da mesma substância que Adão, e não tirada dele.
Tudo ia bem no Paraíso até que chegou a hora do sexo. Lilith não queria ser escrava de ninguém, apenas uma companheira para compartilhar e gozar.

Nem muito menos queria estar submetida a ninguém.
Poderíamos dizer que Lilith foi a primeira feminista: desafiou as ordens de Adão e, inclusive, as de Deus. E por isso foi expulsa do Paraíso. O poder sexual da mulher passou a ser algo perigoso, algo transgressor. Lilith representa antes de tudo a busca de sua própria afirmação. É também a mulher tentadora, sedutora, e que fascina por seus poderes perturbadores. Ela é silenciosa, secreta, cortante. É aquela que os homens temem embora se sentindo atraídos por ela.
No Talmude, ela é descrita como a primeira mulher de Adão. Ela brigou com Adão, reivindicando igualdade em relação a seu marido, deixando-o "fervendo de cólera". Lilith queria liberdade de agir, de escolher e decidir, queria os mesmos direitos do homem mas quando constatou que não poderia obter status igual, se rebelou e, decidida a não submeter-se a Adão e, a odia-lo como igual, resolveu abandoná-lo.

Segundo as versões aramaica e hebraica do Alfabeto de Ben Sirá (século 6 ou 7). Todas as vezes em que eles faziam sexo, Lilith mostrava-se inconformada em ter de ficar por baixo de Adão, suportando o peso de seu corpo. E indagava: "Por que devo deitar-me embaixo de ti? Por que devo abrir-me sob teu corpo? Por que ser dominada por ti? Contudo, eu também fui feita de pó e por isso sou tua igual." Mas Adão se recusava a inverter as posições, consciente de que existia uma "ordem" que não podia ser transgredida. Lilith deve submeter-se a ele pois esta é a condição do equilíbrio preestabelecido.

Vendo que o companheiro não atendia seus apelos, que não lhe daria a condição de igualdade, Lilith se revoltou, pronuncia nervosamente o nome de Deus, faz acusações a Adão e vai embora.
É o momento em que o Sol se despede e a noite começa a descer o seu manto de escuridão soturna, tal como na ocasião em que Jeová-Deus fez vir ao mundo os demônios.
Adão sente a dor do abandono; entorpecido por um sono profundo, amedrontado pelas trevas da noite, ele sente o fim de todas as coisas boas. Desperto, Adão procura por Lilith e não a encontra: Procurei-a em meu leito, à noite, aquele que é o amor de minha alma; procurei e não a encontrei" (Cântico dos Cânticos III, 1).
Lilith diferente de Eva (mulher submissa e voltada ao lar) ela é avassaladora, rebelde e sedutora. Nós mulheres até hoje estamos tentando recuperar o lado Lilith, de igualdade com os homens. E tentando mostrar que não somos bruxas nem demônios e sim, que apenas queremos dar e receber AMOR, de igual para igual.